Muitas PMEs tratam o sistema de gestão de ponto como uma máquina de registar entradas e saídas, e esquecem o resto: validar, corrigir e fechar o mês. Um bom sistema de gestão de ponto regista a assiduidade de cada trabalhador, deixa o responsável rever e corrigir os registos, e exporta as horas prontas para o processamento salarial. Se só faz a primeira parte, o trabalho continua a acabar numa folha de Excel.
O que é, na prática, gerir o ponto
Gerir o ponto é um ciclo com quatro passos, e não apenas o momento em que o trabalhador pica:
- Registar a entrada e a saída de cada trabalhador.
- Validar os registos: faltas de picagem, atrasos, saídas fora de horas.
- Calcular as horas trabalhadas e as horas extra face ao horário.
- Exportar o resumo mensal para quem processa os salários.
Se o sistema que usas só cobre o passo 1, o trabalho dos passos 2 a 4 fica contigo ou com o teu contabilista. É aí que se perdem horas e surgem erros. Se estás a começar, o guia de como implementar um sistema de controlo de ponto numa PME em 5 passos explica a implementação por ordem.
O que a lei exige a um sistema de gestão de ponto
O Art. 202.º do Código do Trabalho obriga o empregador a manter um registo de horas de início e termo do trabalho, acessível e consultável. A lei não impõe um equipamento específico: pode ser papel, folha de cálculo ou software, desde que o registo seja fiável e possa ser consultado, por exemplo pela ACT em caso de inspeção.
O que isto significa para a escolha do sistema:
- O registo tem de ser feito no momento, e não reconstruído no fim do mês.
- Tem de ser possível consultar os registos de cada trabalhador por período.
- As correções devem ficar identificadas, para não haver dúvidas sobre o que foi alterado.
Para o detalhe da obrigação, vê o guia de cumprimento do Art. 202.º ou o guia legal do Zavo.
Que funções exigir antes de escolher
Antes de pedir uma demonstração, confirma estes pontos:
- Registo no telemóvel, sem obrigar a comprar equipamento no local.
- Localização e fotografia no momento do registo, se tens equipas fora do escritório.
- Gestão de turnos, para que o sistema compare o registado com o planeado.
- Cálculo automático de horas extra, para não depender de contas manuais. Se isto é um tema para ti, lê também a gestão de horas extra em Portugal.
- Relatórios exportáveis, de preferência para Excel.
- Preço claro: por empresa ou por utilizador, e o que está incluído em cada plano.
Quanto custa um sistema de gestão de ponto?
Depende do modelo. Os sistemas com equipamento têm custo inicial de hardware e instalação, e os sistemas em software cobram uma mensalidade, por vezes por utilizador, por vezes por escalão da empresa. Antes de decidir, pede o custo total a 12 meses, com tudo incluído. Para uma visão mais detalhada, vê quanto custa um sistema de ponto eletrónico.
Comparação das opções realistas
| Opção | Pontos fortes | Limitações |
|---|---|---|
| Papel ou Excel | Custo zero, sem aprendizagem | Registos fáceis de corrigir sem rasto, soma manual de horas, difícil com equipas fora do escritório |
| Relógio de ponto físico ou biométrico | Registo no local, útil em instalações fixas com muitos trabalhadores | Equipamento e instalação, não serve equipas móveis, a biometria levanta mais questões de proteção de dados |
| Software genérico de RH | Cobre muitas áreas de RH | Pode trazer módulos que não usas e o ponto ser apenas uma parte secundária |
| Zavo | Registo pelo telemóvel com GPS, turnos, horas extra e relatórios, sem equipamento | Não faz processamento salarial, recibos de vencimento nem gestão completa de férias, e não usa biometria |
Se tens uma fábrica ou um balcão com um só local e preferes um terminal físico, um relógio de ponto pode servir-te melhor. Se as tuas equipas estão em obra, em lojas, em restaurantes ou em casa, o registo no telemóvel costuma ser mais prático. A comparação com mais detalhe está em zavo.pt/comparar.
Como o Zavo resolve isto
O Zavo é um sistema português de registo de assiduidade para PMEs, feito pela TechsOn Tecnologias Online, Lda, em Alcanede. Cobre o ciclo de gestão do ponto sem equipamento:
- Os trabalhadores picam o ponto pelo telemóvel, através de aplicação web que funciona em Android e iOS, sem instalar nada da loja.
- Cada registo guarda a localização GPS no momento da picagem, com fotografia opcional. A localização só é recolhida nesse momento, sem rastreamento contínuo, o que é relevante para o RGPD.
- Inclui gestão de turnos, cálculo automático de horas extra e relatórios exportáveis para Excel.
- O GPS está incluído em todos os planos.
Os preços são por empresa e por escalão, e não por utilizador:
| Plano | Preço mensal | Funcionários |
|---|---|---|
| Starter | 12,50 EUR | até 5 |
| Business | 17 EUR | até 25 |
| Professional | 26 EUR | até 50 |
| Enterprise | 35 EUR | ilimitados |
O pagamento anual tem 17% de desconto, e há 15 dias de teste grátis sem cartão. Serve construção civil, restauração, retalho, serviços e trabalho remoto.
Para começar, o percurso típico tem três passos:
- Cria a conta e regista os trabalhadores no escalão que corresponde à tua equipa.
- Define os turnos e pede aos trabalhadores que abram a aplicação web no telemóvel para picar.
- No fim do mês, revê os registos e exporta o relatório para Excel para enviar a quem processa os salários.
O que o Zavo não faz: não processa salários, não emite recibos de vencimento e não gere férias de forma completa. Para o processamento, precisas de um programa próprio, e o artigo sobre onde entra o registo de ponto num programa de salários ajuda a perceber a ligação entre os dois.
Erros comuns na gestão do ponto
- Deixar as correções para o último dia do mês, quando já ninguém se lembra do que aconteceu.
- Aceitar registos feitos por outra pessoa em nome do trabalhador.
- Escolher pelo preço por utilizador sem multiplicar pelo número de trabalhadores reais.
- Comprar equipamento para uma equipa que trabalha em vários locais.
- Confundir registo de assiduidade com processamento salarial, e esperar que um só programa resolva os dois.
Perguntas Frequentes
Um sistema de gestão de ponto é obrigatório em Portugal?
A lei não obriga a ter um software. O Art. 202.º do Código do Trabalho obriga a ter um registo das horas de início e termo do trabalho, acessível e consultável. Um sistema de gestão de ponto é uma forma prática de cumprir essa obrigação.
Preciso de relógio de ponto para ter um sistema de gestão de ponto?
Não. Existem sistemas que funcionam apenas com o telemóvel dos trabalhadores, como o Zavo, que dispensa relógio e terminal biométrico. O relógio físico faz sentido sobretudo quando todos os trabalhadores passam por um único local de entrada.
O sistema calcula as horas extra automaticamente?
Depende do sistema. O Zavo calcula as horas extra automaticamente a partir dos registos e do horário definido, e exporta os resultados para Excel. Confirma sempre como o cálculo está configurado antes de o usares no processamento salarial.
Posso experimentar antes de pagar?
Sim. O Zavo oferece 15 dias de teste grátis sem pedir cartão. Isso chega para testar uma equipa real durante duas semanas e perceber se os relatórios servem ao teu processo.
Experimenta com a tua equipa
Se queres ver o ciclo completo a funcionar, regista a tua empresa e testa o Zavo durante 15 dias, sem cartão, em zavo.pt. Os planos e o que cada um inclui estão na mesma página.