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Sistema de gestão de ponto: o que deve fazer, o que a lei exige e quanto custa

·André Silva

Muitas PMEs tratam o sistema de gestão de ponto como uma máquina de registar entradas e saídas, e esquecem o resto: validar, corrigir e fechar o mês. Um bom sistema de gestão de ponto regista a assiduidade de cada trabalhador, deixa o responsável rever e corrigir os registos, e exporta as horas prontas para o processamento salarial. Se só faz a primeira parte, o trabalho continua a acabar numa folha de Excel.

O que é, na prática, gerir o ponto

Gerir o ponto é um ciclo com quatro passos, e não apenas o momento em que o trabalhador pica:

  1. Registar a entrada e a saída de cada trabalhador.
  2. Validar os registos: faltas de picagem, atrasos, saídas fora de horas.
  3. Calcular as horas trabalhadas e as horas extra face ao horário.
  4. Exportar o resumo mensal para quem processa os salários.

Se o sistema que usas só cobre o passo 1, o trabalho dos passos 2 a 4 fica contigo ou com o teu contabilista. É aí que se perdem horas e surgem erros. Se estás a começar, o guia de como implementar um sistema de controlo de ponto numa PME em 5 passos explica a implementação por ordem.

O que a lei exige a um sistema de gestão de ponto

O Art. 202.º do Código do Trabalho obriga o empregador a manter um registo de horas de início e termo do trabalho, acessível e consultável. A lei não impõe um equipamento específico: pode ser papel, folha de cálculo ou software, desde que o registo seja fiável e possa ser consultado, por exemplo pela ACT em caso de inspeção.

O que isto significa para a escolha do sistema:

  • O registo tem de ser feito no momento, e não reconstruído no fim do mês.
  • Tem de ser possível consultar os registos de cada trabalhador por período.
  • As correções devem ficar identificadas, para não haver dúvidas sobre o que foi alterado.

Para o detalhe da obrigação, vê o guia de cumprimento do Art. 202.º ou o guia legal do Zavo.

Que funções exigir antes de escolher

Antes de pedir uma demonstração, confirma estes pontos:

  • Registo no telemóvel, sem obrigar a comprar equipamento no local.
  • Localização e fotografia no momento do registo, se tens equipas fora do escritório.
  • Gestão de turnos, para que o sistema compare o registado com o planeado.
  • Cálculo automático de horas extra, para não depender de contas manuais. Se isto é um tema para ti, lê também a gestão de horas extra em Portugal.
  • Relatórios exportáveis, de preferência para Excel.
  • Preço claro: por empresa ou por utilizador, e o que está incluído em cada plano.

Quanto custa um sistema de gestão de ponto?

Depende do modelo. Os sistemas com equipamento têm custo inicial de hardware e instalação, e os sistemas em software cobram uma mensalidade, por vezes por utilizador, por vezes por escalão da empresa. Antes de decidir, pede o custo total a 12 meses, com tudo incluído. Para uma visão mais detalhada, vê quanto custa um sistema de ponto eletrónico.

Comparação das opções realistas

Opção Pontos fortes Limitações
Papel ou Excel Custo zero, sem aprendizagem Registos fáceis de corrigir sem rasto, soma manual de horas, difícil com equipas fora do escritório
Relógio de ponto físico ou biométrico Registo no local, útil em instalações fixas com muitos trabalhadores Equipamento e instalação, não serve equipas móveis, a biometria levanta mais questões de proteção de dados
Software genérico de RH Cobre muitas áreas de RH Pode trazer módulos que não usas e o ponto ser apenas uma parte secundária
Zavo Registo pelo telemóvel com GPS, turnos, horas extra e relatórios, sem equipamento Não faz processamento salarial, recibos de vencimento nem gestão completa de férias, e não usa biometria

Se tens uma fábrica ou um balcão com um só local e preferes um terminal físico, um relógio de ponto pode servir-te melhor. Se as tuas equipas estão em obra, em lojas, em restaurantes ou em casa, o registo no telemóvel costuma ser mais prático. A comparação com mais detalhe está em zavo.pt/comparar.

Como o Zavo resolve isto

O Zavo é um sistema português de registo de assiduidade para PMEs, feito pela TechsOn Tecnologias Online, Lda, em Alcanede. Cobre o ciclo de gestão do ponto sem equipamento:

  • Os trabalhadores picam o ponto pelo telemóvel, através de aplicação web que funciona em Android e iOS, sem instalar nada da loja.
  • Cada registo guarda a localização GPS no momento da picagem, com fotografia opcional. A localização só é recolhida nesse momento, sem rastreamento contínuo, o que é relevante para o RGPD.
  • Inclui gestão de turnos, cálculo automático de horas extra e relatórios exportáveis para Excel.
  • O GPS está incluído em todos os planos.

Os preços são por empresa e por escalão, e não por utilizador:

Plano Preço mensal Funcionários
Starter 12,50 EUR até 5
Business 17 EUR até 25
Professional 26 EUR até 50
Enterprise 35 EUR ilimitados

O pagamento anual tem 17% de desconto, e há 15 dias de teste grátis sem cartão. Serve construção civil, restauração, retalho, serviços e trabalho remoto.

Para começar, o percurso típico tem três passos:

  1. Cria a conta e regista os trabalhadores no escalão que corresponde à tua equipa.
  2. Define os turnos e pede aos trabalhadores que abram a aplicação web no telemóvel para picar.
  3. No fim do mês, revê os registos e exporta o relatório para Excel para enviar a quem processa os salários.

O que o Zavo não faz: não processa salários, não emite recibos de vencimento e não gere férias de forma completa. Para o processamento, precisas de um programa próprio, e o artigo sobre onde entra o registo de ponto num programa de salários ajuda a perceber a ligação entre os dois.

Erros comuns na gestão do ponto

  • Deixar as correções para o último dia do mês, quando já ninguém se lembra do que aconteceu.
  • Aceitar registos feitos por outra pessoa em nome do trabalhador.
  • Escolher pelo preço por utilizador sem multiplicar pelo número de trabalhadores reais.
  • Comprar equipamento para uma equipa que trabalha em vários locais.
  • Confundir registo de assiduidade com processamento salarial, e esperar que um só programa resolva os dois.

Perguntas Frequentes

Um sistema de gestão de ponto é obrigatório em Portugal?

A lei não obriga a ter um software. O Art. 202.º do Código do Trabalho obriga a ter um registo das horas de início e termo do trabalho, acessível e consultável. Um sistema de gestão de ponto é uma forma prática de cumprir essa obrigação.

Preciso de relógio de ponto para ter um sistema de gestão de ponto?

Não. Existem sistemas que funcionam apenas com o telemóvel dos trabalhadores, como o Zavo, que dispensa relógio e terminal biométrico. O relógio físico faz sentido sobretudo quando todos os trabalhadores passam por um único local de entrada.

O sistema calcula as horas extra automaticamente?

Depende do sistema. O Zavo calcula as horas extra automaticamente a partir dos registos e do horário definido, e exporta os resultados para Excel. Confirma sempre como o cálculo está configurado antes de o usares no processamento salarial.

Posso experimentar antes de pagar?

Sim. O Zavo oferece 15 dias de teste grátis sem pedir cartão. Isso chega para testar uma equipa real durante duas semanas e perceber se os relatórios servem ao teu processo.

Experimenta com a tua equipa

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