O erro mais comum é comprar um relógio eletrónico por achar que a lei o obriga. Não obriga. O Art. 202.º do Código do Trabalho exige apenas um registo de assiduidade acessível e consultável, e esse registo pode ser feito com um relógio, uma folha, ou software no telemóvel. O que escolheres deve depender de onde trabalham as tuas equipas e do que queres gastar.
O que é um relógio eletrónico de ponto
Um relógio eletrónico é um equipamento fixo, instalado no local de trabalho, onde o trabalhador regista a entrada e a saída. Costuma identificar a pessoa por cartão RFID, código ou impressão digital, e guarda as marcações para consulta posterior.
A vantagem é clara: o registo acontece num sítio físico, à vista de todos. A limitação também: só regista quem passa por aquele equipamento. Para uma obra, uma equipa em visita a clientes ou alguém em teletrabalho, o relógio fica no sítio errado.
Se a dúvida é a diferença entre as duas abordagens, a comparação está em ponto digital vs relógio de ponto tradicional.
O que a lei exige: Art. 202.º do Código do Trabalho
O Art. 202.º determina que o empregador mantém um registo dos tempos de trabalho, com a indicação das horas de início e de termo, de modo a permitir apurar o número de horas por dia e por semana. O ponto relevante é o resultado: o registo tem de estar disponível e ser consultável, por exemplo numa inspeção da ACT.
A lei não impõe um equipamento específico. Por isso, um relógio eletrónico é uma forma de cumprir, não a única. Para um guia detalhado das obrigações, vê o artigo sobre como cumprir o Art. 202.º.
Se pensas em relógios com leitura biométrica, convém saber que os dados biométricos têm regras próprias de proteção. Explicámos o enquadramento em ponto digital biométrico.
Relógio eletrónico, folha de papel ou software: comparação
| Opção | Onde fica forte | Onde falha |
|---|---|---|
| Folha de papel ou Excel | Custo inicial nulo, simples para 2 ou 3 pessoas | Fácil de esquecer ou corrigir depois, contas de horas feitas à mão |
| Relógio eletrónico | Registo no local, útil num escritório ou loja com entrada única | Compra e instalação, só regista quem passa no equipamento, avarias e manutenção |
| Software no telemóvel | Funciona em qualquer local, sem hardware, relatórios automáticos | Exige que o trabalhador tenha telemóvel com internet |
Não há uma opção melhor para todos. Se tens uma fábrica com uma única porta de entrada e turnos fixos, um relógio pode ser perfeitamente adequado. Se tens equipas em obra, em vários pontos de venda ou em teletrabalho, o relógio obriga a soluções improvisadas.
Quanto custa um relógio eletrónico?
O valor depende do modelo, do tipo de identificação (cartão, código, biometria), da instalação e do software associado. Há também custos que se esquecem: manutenção, substituição de cartões e a exportação dos dados para apurar horas. Para perceberes os modelos de preço do mercado, lê quanto custa um sistema de ponto eletrónico.
Quando faz sentido manter ou comprar um relógio
Um relógio eletrónico justifica-se em situações como estas:
- Todos os trabalhadores entram e saem pelo mesmo local.
- Já tens o equipamento instalado e a funcionar sem problemas.
- Precisas de um ponto de registo físico por razões internas de segurança ou controlo de acessos.
É mais difícil justificá-lo quando há equipas móveis, vários locais, ou quando preferes não ter de comprar, instalar e manter hardware numa empresa pequena.
Como o Zavo resolve isto
O Zavo é um sistema português de registo de assiduidade que dispensa o relógio. Os trabalhadores picam o ponto pelo telemóvel, numa aplicação web que funciona em Android e iOS, sem instalar nada da loja. O registo inclui localização GPS e, se quiseres, fotografia no momento da marcação.
O que está incluído:
- Gestão de turnos.
- Cálculo automático de horas extra.
- Relatórios exportáveis para Excel.
- GPS em todos os planos.
- Sem relógio de ponto, sem terminal biométrico e sem instalação no local.
Sobre privacidade: a localização só é recolhida no momento do registo, sem rastreamento contínuo, o que respeita o RGPD. O Zavo cumpre o Art. 202.º, porque o registo fica acessível e consultável.
Os preços são por empresa e por escalão, não por utilizador:
| Plano | Preço por mês | Funcionários |
|---|---|---|
| Starter | 12,50 EUR | Até 5 |
| Business | 17 EUR | Até 25 |
| Professional | 26 EUR | Até 50 |
| Enterprise | 35 EUR | Ilimitados |
O pagamento anual tem 17% de desconto, e há 15 dias de teste grátis sem cartão.
Para começar, são três passos:
- Cria a conta e regista a empresa no teste gratuito.
- Adiciona os trabalhadores e define os turnos.
- Cada pessoa abre a aplicação no telemóvel e pica o ponto à entrada e à saída.
O que o Zavo não faz: não processa salários, não emite recibos de vencimento, não faz gestão completa de férias e não usa biometria. Se precisas dessas funções, vais precisar de outro programa em complemento. A relação com outras ferramentas está explicada em software de recursos humanos: o que uma PME precisa.
Setores em que a diferença se nota
Na construção civil, cada obra é um local diferente, e um relógio fixo não acompanha as equipas. Na restauração e no retalho, os turnos mudam com frequência e o cálculo manual de horas extra consome tempo. Nos serviços e no trabalho remoto, não existe um local único onde instalar o equipamento.
No outono, com a aproximação do feriado de 5 de outubro e do Dia de Todos os Santos a 1 de novembro, é também comum haver turnos ajustados e trabalho em dias de feriado. Ter as horas registadas de forma clara facilita o apuramento no fim do mês.
Perguntas Frequentes
Um relógio eletrónico é obrigatório em Portugal?
Não. O Art. 202.º do Código do Trabalho exige um registo dos tempos de trabalho acessível e consultável, mas não impõe um equipamento específico. Podes cumprir com um relógio, uma folha ou software de registo de assiduidade.
Qual a diferença entre relógio eletrónico e ponto digital?
O relógio eletrónico é um equipamento fixo no local de trabalho. O ponto digital é feito por software, normalmente no telemóvel, e funciona em qualquer local. A escolha depende de onde trabalham as tuas equipas e se queres comprar e manter hardware.
Posso usar o telemóvel em vez de um relógio eletrónico?
Sim, desde que o registo fique acessível e consultável, como pede o Art. 202.º. No Zavo, o trabalhador pica o ponto pelo telemóvel, com localização GPS recolhida apenas no momento do registo, e sem instalar nada da loja.
Quanto custa o Zavo para uma pequena empresa?
O plano Starter custa 12,50 EUR por mês e serve até 5 funcionários. O Business custa 17 EUR por mês até 25 funcionários. Há 15 dias de teste grátis sem cartão e 17% de desconto no pagamento anual.
Experimenta sem comprar equipamento
Se queres ver se o registo pelo telemóvel serve a tua equipa, faz o teste gratuito de 15 dias em zavo.pt. Não precisas de cartão nem de instalar nada no local.