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Cartão de ponto para empresas: papel, RFID ou digital, o que escolher

·André Silva

No fim do mês, há uma pilha de cartões de ponto em papel em cima da secretária, metade com picagens em falta. Um cartão de ponto para a empresa (em papel, com banda magnética ou RFID, ou digital no telemóvel) serve para registar as horas de cada trabalhador, e o Art. 202.º do Código do Trabalho exige que esse registo seja acessível e consultável. Qualquer formato serve se cumprir isso; o que muda é o custo, o equipamento e o trabalho de fecho do mês.

O que a lei pede a um cartão de ponto

O Art. 202.º do Código do Trabalho obriga o empregador a manter o registo dos tempos de trabalho de cada trabalhador. O artigo não escolhe o formato: o que conta é que o registo exista, esteja completo e possa ser consultado quando alguém o pedir, por exemplo a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) numa inspeção.

Na prática, isto quer dizer que um cartão só é "de ponto" se responder a três perguntas sem esforço: quem trabalhou, quando entrou e quando saiu. Se a resposta depende de procurar folhas soltas ou de perguntar ao trabalhador de memória, o registo falha o critério de ser consultável. Para o detalhe do que cumprir, vê o guia do Art. 202.º do Código do Trabalho.

Cartão de ponto para empresas: papel, RFID ou digital

Há três formatos que uma PME portuguesa encontra normalmente:

  • Cartão em papel: preenchido à mão ou carimbado. Não tem custo de equipamento, mas depende de cada pessoa se lembrar de preencher, e o fecho do mês é feito à mão.
  • Cartão magnético ou RFID: o trabalhador passa o cartão num relógio de ponto. Exige equipamento e instalação no local, e só regista onde o relógio está.
  • Cartão digital: o "cartão" é o registo feito no telemóvel do trabalhador, com hora e, conforme a solução, localização. Não precisa de equipamento.

Se queres o detalhe do formato digital, o artigo sobre cartão de ponto digital explica como funciona. Para a comparação entre digital e equipamento físico, há o texto ponto digital vs relógio de ponto tradicional.

Como se comparam as opções?

Critério Papel ou Excel Cartão RFID com relógio Zavo (digital)
Equipamento Nenhum Relógio no local Nenhum, usa o telemóvel
Trabalho fora do escritório Difícil de validar Só onde há relógio Regista onde o trabalhador estiver
Horas extra Cálculo manual Depende do software associado Cálculo automático
Fecho do mês Manual Exportação, conforme o sistema Relatórios exportáveis para Excel
Custo Sem custo direto, mas com tempo de gestão Equipamento e instalação, varia por fornecedor Desde 12,50 €/mês por empresa

O Zavo é mais forte quando a equipa está espalhada por obras, lojas, mesas ou casa, porque não obriga a passar por um ponto fixo. Um relógio com cartão pode servir melhor uma empresa com uma única entrada, sem telemóveis em uso durante o trabalho ou com política de não usar dispositivos pessoais. O papel continua a servir uma equipa de duas ou três pessoas com horário fixo, desde que alguém confira os cartões todas as semanas. Se estás a usar folhas de cálculo, o artigo sobre folha de ponto em Excel mostra onde costuma falhar.

Erros comuns com o cartão de ponto

A maioria dos problemas não vem do formato, vem da rotina:

  1. Preencher no fim da semana. Horas registadas de memória não são um registo fiável.
  2. Cartões perdidos ou trocados. Um cartão físico pode ser esquecido em casa ou passado por outra pessoa.
  3. Ninguém valida. Sem revisão periódica, as falhas só aparecem quando já é tarde para as corrigir.
  4. Horas extra calculadas à mão. É aqui que surgem as diferenças entre o que o trabalhador diz e o que a empresa paga.
  5. Registo que não se consegue mostrar. Se for preciso mais de um dia para reunir os dados de um trabalhador, o registo não está consultável.

Com o feriado de 5 de outubro (segunda-feira) e o de 1 de novembro (domingo) à porta, é boa altura para confirmar que o registo de quem trabalha nesses dias está a ser feito e fica guardado.

Como o Zavo resolve isto

O Zavo, desenvolvido pela TechsOn Tecnologias Online, Lda (Alcanede), é um sistema português de registo de assiduidade que dispensa o cartão físico. O trabalhador pica o ponto pelo telemóvel, numa aplicação web que funciona em Android e iOS, sem instalar nada da loja. Cada registo guarda a localização GPS e, se a empresa quiser, uma fotografia no momento da picagem.

Sobre privacidade: a localização só é recolhida no momento do registo, sem rastreamento contínuo, o que está alinhado com o RGPD. Podes ler mais sobre o enquadramento em geolocalização no registo de assiduidade.

O Zavo inclui ainda gestão de turnos, cálculo automático de horas extra e relatórios exportáveis para Excel. O GPS está incluído em todos os planos. O preço é por empresa e por escalão, não por utilizador:

  • Starter: 12,50 €/mês, até 5 funcionários
  • Business: 17 €/mês, até 25 funcionários
  • Professional: 26 €/mês, até 50 funcionários
  • Enterprise: 35 €/mês, funcionários ilimitados

A faturação anual tem 17% de desconto e há 15 dias de teste grátis, sem pedir cartão bancário. Para começar:

  1. Cria a conta e escolhe o escalão de acordo com o número de trabalhadores.
  2. Adiciona os trabalhadores e, se for o caso, define os turnos.
  3. Cada pessoa abre a aplicação no telemóvel e pica o ponto à entrada e à saída; no fim do mês exportas o relatório para Excel.

O que o Zavo não faz: não processa salários, não emite recibos de vencimento, não faz a gestão completa de férias, não usa biometria e não tem relógio de ponto físico. Regista assiduidade e calcula horas; o processamento salarial fica no teu software ou com o teu contabilista. O Zavo é usado em construção civil, restauração, retalho, serviços e trabalho remoto.

Perguntas Frequentes

O cartão de ponto é obrigatório numa empresa?

O que é obrigatório é o registo dos tempos de trabalho, previsto no Art. 202.º do Código do Trabalho, e não um cartão em concreto. Podes cumprir com papel, cartão RFID ou registo digital, desde que o registo fique completo, acessível e consultável.

Quanto custa um cartão de ponto digital para uma PME?

Depende do modelo. No Zavo o preço é por empresa e não por utilizador: 12,50 €/mês até 5 funcionários, 17 €/mês até 25, 26 €/mês até 50 e 35 €/mês sem limite. Não há equipamento a comprar e há 15 dias de teste grátis.

Posso usar Excel em vez de um cartão de ponto?

Podes, se o registo for consultável e o preencham em tempo útil. O problema é o trabalho manual: validar picagens, calcular horas extra e evitar erros de digitação. Para equipas pequenas com horário fixo pode chegar; à medida que há turnos ou trabalho fora do escritório, costuma deixar de compensar.

O Zavo serve se os trabalhadores não tiverem smartphone?

O Zavo funciona pelo telemóvel do trabalhador e não tem relógio físico nem biometria. Se a tua equipa não usa telemóvel durante o trabalho ou a empresa não o permite, um relógio com cartão pode ser a opção mais adequada.

Experimenta antes de decidir

Se o cartão em papel já te custa horas no fecho do mês, testa o registo digital durante 15 dias, sem pedir cartão bancário, em zavo.pt. Vê com a tua equipa se a picagem pelo telemóvel se encaixa no dia a dia antes de escolheres um plano.

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