Um sistema para relógio de ponto serve para registar entradas e saídas de forma consultável, como exige o Art. 202.º do Código do Trabalho, e hoje não precisas de um relógio físico para o fazer. Podes usar um terminal na parede, um leitor biométrico ou o telemóvel do trabalhador com GPS. A escolha depende de teres um local fixo, do número de trabalhadores e do que queres gastar em equipamento e instalação.
Que tipos de sistema para relógio de ponto existem
Quando alguém pesquisa este tema, normalmente compara quatro caminhos:
- Relógio com cartão ou RFID: um terminal fixo no local onde cada trabalhador passa o cartão. Funciona bem num único espaço, mas implica comprar equipamento, instalá-lo e gerir cartões perdidos.
- Terminal biométrico: identifica o trabalhador por impressão digital ou rosto. Evita o registo por colega, mas trata dados biométricos, o que levanta exigências adicionais de protecção de dados. Explicamos isso em ponto digital biométrico: como funciona e o que a lei permite.
- Registo no telemóvel: o trabalhador pica o ponto na aplicação, com localização e, em alguns sistemas, fotografia. Não exige equipamento no local.
- Papel ou Excel: não custa nada em software, mas depende de preenchimento manual e é difícil de provar numa inspecção. Vê porque a folha de ponto em Excel já não chega.
O que a lei exige de um relógio de ponto
O Código do Trabalho não obriga a usar um relógio. O Art. 202.º exige que o empregador mantenha um registo de tempos de trabalho que permita consultar as horas de início e de termo, bem como as interrupções. O que conta é o registo ser fiável e acessível à ACT quando for pedido, e não o aparelho que o produz. Para o guia completo, lê o Art. 202.º do Código do Trabalho: guia de cumprimento.
Relógio físico ou registo no telemóvel: comparação
| Critério | Relógio físico (cartão ou RFID) | Terminal biométrico | Telemóvel com GPS | Papel ou Excel |
|---|---|---|---|---|
| Equipamento no local | Sim | Sim | Não | Não |
| Instalação | Necessária | Necessária | Nenhuma | Nenhuma |
| Equipas em obra ou fora do escritório | Fraco | Fraco | Bom | Fraco |
| Evitar registos por colega | Médio | Forte | Médio, com fotografia opcional | Fraco |
| Dados pessoais sensíveis | Baixo | Alto (biometria) | Localização só no registo | Baixo |
| Horas extra e relatórios | Depende do software | Depende do software | Calculados automaticamente no Zavo | Manual |
O relógio físico continua a fazer sentido se todos trabalham no mesmo espaço, o equipamento já existe e não precisas de registar fora do local. O terminal biométrico é a opção mais forte contra registos por outra pessoa, mas tem custos de instalação e obriga a justificar o tratamento de dados biométricos. Para uma comparação mais detalhada, vê ponto digital vs relógio de ponto tradicional.
Como escolher o sistema certo para a tua PME
Antes de comprar, responde a cinco perguntas:
- Os trabalhadores estão sempre no mesmo local ou também em obra, em clientes ou em teletrabalho?
- Tens trabalho por turnos, ou horários fixos?
- Precisas de calcular horas extra e exportar relatórios para o processamento salarial?
- Estás disposto a gerir equipamento (avarias, cartões, manutenção)?
- Qual é o custo total, incluindo instalação, e não apenas o preço do aparelho?
Se a resposta à primeira pergunta é que há equipas fora de um local fixo, um relógio na parede deixa de resolver o problema. Para a questão do custo, o artigo quanto custa um sistema de ponto eletrónico explica os modelos de preço mais comuns.
Como o Zavo resolve isto
O Zavo é um sistema português de registo de assiduidade para PMEs, desenvolvido pela TechsOn Tecnologias Online, Lda (Alcanede). Substitui o relógio de ponto por uma aplicação web que funciona em Android e iOS, sem instalar nada da loja.
O que inclui, em concreto:
- Registo de ponto pelo telemóvel, com localização GPS no momento do registo e fotografia opcional.
- Gestão de turnos.
- Cálculo automático de horas extra.
- Relatórios exportáveis para Excel.
- Sem relógio de ponto, sem terminal biométrico e sem instalação no local.
A localização só é recolhida quando o trabalhador pica o ponto, sem rastreamento contínuo, o que é relevante para o RGPD. O GPS está incluído em todos os planos.
O preço é por empresa e por escalão, não por utilizador:
- Starter: 12,50 EUR por mês, até 5 funcionários.
- Business: 17 EUR por mês, até 25 funcionários.
- Professional: 26 EUR por mês, até 50 funcionários.
- Enterprise: 35 EUR por mês, funcionários ilimitados.
O pagamento anual tem 17% de desconto e há 15 dias de teste grátis sem cartão.
Para começar, são três passos: criar a conta da empresa, adicionar os trabalhadores e pedir-lhes que abram a aplicação no telemóvel para picar o ponto. Funciona em construção civil, restauração, retalho, serviços e trabalho remoto. Podes ver as funcionalidades e os preços em zavo.pt e perceber a lógica em ponto virtual: como funciona sem relógio físico.
O que o Zavo não faz
O Zavo não usa biometria nem relógio físico. Se precisas de identificação por impressão digital ou de um terminal à entrada, esta não é a ferramenta certa. Também não faz processamento salarial, recibos de vencimento nem gestão completa de férias: serve para registar assiduidade e tratar esses dados.
Erros comuns ao escolher um sistema de ponto
- Comprar o equipamento antes de definir como vão registar os trabalhadores que não estão no local.
- Comparar apenas o preço do aparelho e esquecer instalação, manutenção e licenças.
- Guardar o registo num formato que não consegues exportar ou mostrar à ACT.
- Ignorar o RGPD: recolher mais dados do que o necessário, como localização contínua ou biometria sem fundamento.
Nas próximas semanas, com o feriado de 5 de outubro e o de 1 de novembro, convém também confirmar que o sistema permite marcar corretamente os dias de feriado e o trabalho prestado nesses dias.
Perguntas Frequentes
Sou obrigado a ter um relógio de ponto?
Não. O Código do Trabalho, no Art. 202.º, exige um registo de tempos de trabalho consultável, mas não impõe um equipamento específico. Podes cumprir com um sistema digital, desde que o registo seja fiável e acessível.
Quanto custa um sistema para relógio de ponto?
Depende do modelo: um relógio físico implica comprar e instalar equipamento, enquanto um sistema por aplicação cobra uma mensalidade. No Zavo, o preço é por empresa: 12,50 EUR por mês até 5 funcionários, 17 EUR até 25, 26 EUR até 50 e 35 EUR para ilimitados.
Posso picar o ponto pelo telemóvel em vez de usar um relógio?
Sim. O Zavo funciona como aplicação web em Android e iOS, sem instalar nada da loja, e regista a localização GPS apenas no momento do registo, com fotografia opcional. Podes experimentar durante 15 dias, sem cartão.
O Zavo tem terminal biométrico ou relógio físico?
Não. O Zavo é só digital, no telemóvel, sem biometria e sem equipamento no local. Se precisas de identificação biométrica, terás de procurar outra solução.
Experimenta antes de comprar equipamento
Se as tuas equipas trabalham fora de um local fixo ou não queres investir em aparelhos, testa o Zavo durante 15 dias sem cartão em zavo.pt e compara com o que tens hoje.